

Fotografia digital, montada em Kline, 30×40cm, 2009
Consciente da artificialidade da memória, este trabalho é sobre a memória e a melancolia. São imagens encenadas com alguma ironia que apresentam uma dimensão onÃrica e por vezes decadente como resultado do desgaste dos objectos utilizados. A vibração das cores é importante na acentuação de uma artificialidade que se pretende remeter para uma dimensão onÃrica.
A efemeridade da vida está presente indirectamente na tentativa de resgate de objectos respigados, decadentes e agora desprovidos da sua função original. Cada objecto respigado permite adivinhar presenças prévias e a construção de narrativas individuais.
Estes objectos do passado infantil sobrevivem encenados numa nova situação de adultÃcie. Deste modo, pretende-se a revisitação de um passado e memórias infantis individuais tendo como ponto de partida objectos que pertencem ao nosso passado individual e colectivo.
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